Sesi distribui 1.200 marmitas por dia e Centro Cultural faz 4 mil máscaras

21/05/2020 - 23:15:54
Por: REPÓRTER NA RUA

Em atos de solidariedade, a instituição de ensino Sesi está distribuindo 1.200 marmitas diariamente. Já o Centro Cultural Special Dog doou mais de quatro mil máscaras a entidades nas últimas semanas. O objetivo é mitigar os impactos da crise do coronavírus na vida das pessoas em Santa Cruz do Rio Pardo.

 

Reportagem de Lucas Pereira e André Fleury (Jornal Debate).

Desde o dia 7 de maio, o SESI de Santa Cruz do Rio Pardo está produzindo, gratuitamente, 1.200 refeições por dia para comunidades carentes. Até o final do mês, a instituição de ensino pretende utilizar 1,7 mil toneladas de alimentos no preparo de 4 milhões de refeições em 108 cidades do Estado de São Paulo, além da capital, para ajudar os mais necessitados nesta fase aguda da pandemia de Covid-19.

“Este momento é de união, de olhar para o outro, de ajudar. Estamos reunindo esforços para passarmos por esta tempestade da melhor maneira possível”, afirma Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Sesi-SP.

A população em situação de vulnerabilidade está recebendo, por meio de entidades assistenciais, de segunda-feira a sábado, refeições completas com arroz, feijão, proteína e legumes. Segundo Luciana Reguera Ventola Nabaro, que é diretora regional do Sesi na região de Marília, a escola levantou junto ao município de Santa Cruz do Rio Pardo diversas ONGs, Igrejas e projetos sociais que possuem capacidade de logística para a retirada e a entrega das refeições às comunidades carentes.

“A nossa capacidade operacional para o município é de 1.200 alimentações por dia. Assim que recebemos o projeto do Sesi-SP, liderado pelo nosso presidente Paulo Skaf, a gente já deu inicio na captação das entidades, da assinatura dos termos de compromisso com a ação social e em seguida já iniciamos a produção. Tudo está embasado nas normas da OMS e todo cuidado possível está sendo tomado”, destacou a diretora regional.

Diretora do Sesi no município desde o início do ano, Tatiane Castro de Paula Carvalho diz que o momento é desafiador. “O objetivo do Sesi, aliás, é promover o social. E nos orgulhamos de poder fazer a diferença neste momento de crise”, diz.

Já Regiliane Mariano de Oliveira Gaspar, que trabalha na instituição há quase quatro anos como auxiliar de cozinha, diz que viu sua rotina mudar de uma hora para outra. As marmitas começam a ser preparadas às 5h, mas o trabalho, conta, é gratificante.

“A gente sabe que muitas famílias estão sem renda e com medo de não conseguirem colocar um alimento na mesa”, lamenta. “Poder garantir uma refeição a elas não tem preço. O nosso esforço é valido e gratificante”, diz.

Letícia Alves dos Santos é a nutricionista responsável pela cozinha da instituição de Santa Cruz há dois anos. O projeto, segundo ela, deve durar até o final de maio, quando a matriz da escola passar novas orientações aos funcionários e voluntários.

As marmitas são servidas de segunda a sábado e o cardápio é diferente a cada dia. Mas sempre inclui proteína, com carnes, e outros nutrientes essenciais.

“Chegamos às 04h30 da madrugada para iniciar a rotina por volta das 05h. É puxado, mas bastante gratificante poder participar desta ação. É minha primeira vez numa produção de marmitas e em alta escala; sou formada há cinco anos e levarei está experiência para o resto da vida. Aqui está ficando marcado o companheirismo, solidariedade e trabalho em grupo”, pontuou a nutricionista responsável.

Todos os funcionários que participam do preparo das marmitas tomam banho em casa antes de ir trabalhar. Ao chegar na escola, há outra etapa de higiene, como lavagem das mãos e uso de equipamentos, como máscaras, aventais e toucas.

As superfícies por onde passa a comida são também constantemente limpas com álcool. Até mesmo a sola do sapato precisa ser lavada antes que as pessoas entrem no refeitório.  

 

Mais solidariedade!

 Já a ação do Centro Cultural “Special Dog” faz parte do projeto “Mãos que Cuidam” e é encabeçado por 40 mulheres, todas voluntárias, que costuram os equipamentos de segurança.

O tecido usado pelas costureiras pode ser lavado com água sanitária e posteriormente passado com ferro quente, conforme recomenda a Organização Mundial da Saúde.

As máscaras são confeccionadas na casa de cada costureira, de onde são recolhidas para serem enviadas às entidades. A produção semanal soma 900 modelos.

Pelo menos quatro já foram beneficiadas. Entre elas, o Lar São Vicente de Paulo, a Casa de Apoio Adelina Aloe, o educandário Lar da Criança, a Apae, e outras como a Rede do Câncer. Alunos e colaboradores do Centro Cultural também receberam algumas peças.

 

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